Zico revela como lidou com pressão de teste do coronavírus e diz: “deveria estar tudo paralisado”

Maior ídolo da história do Mengão concedeu entrevista exclusiva ao #Rubro-Negro

Dias atrás, Zico esteve na companhia do Vice-Presidente das embaixadas do Flamengo, Maurício Gomes de Mattos. O dirigente testou positivo para o COVID-19.

Com o resultado, o maior ídolo da história do clube também precisou fazer o teste, que acabou dando negativo.

Com o futebol em quarentena, o #Rubro-Negro conversou de forma exclusiva com Zico. A segunda parte do bate-papo com o Galinho foi sobre tudo envolvendo a pandemia do coronavírus.

#RN: Como foi esse momento de espera até sair o resultado do teste do Coronavírus.

ZICO: “Eu estava muito tranquilo, porque, pelo que a gente tem escutado e lido o que as autoridades têm falado, o número de pessoas que não tem sintomas e que tem o vírus é muito pequeno. Como eu não estava sentindo absolutamente nada, nenhum sintoma de nada, eu estava bem confiante que o resultado seria negativo. Em nenhum momento passou pela minha cabeça estar com o vírus. A vida que eu levo, como eu me cuido no dia a dia, me deixou confiante que não daria nada no exame”.

#RN: Durante toda sua carreira no futebol, você já passou por alguma situação como estamos vivendo atualmente com o coronavírus? Como você acha que o esporte deve lidar com a situação?

ZICO: “A única situação parecida com essa foi jogar sem público nas eliminatórias, mas não por causa de um vírus, ou uma situação de problema de saúde, mas por cumprimento de multa, em um jogo para decidir a classificação para Copa do Mundo de 2006, contra a Coréia do Norte, sem público no estádio. Para um time que está acostumado a ter 50, 60 mil pessoas no estádio, jogar sem público é uma experiência ruim. Mesmo assim, conseguimos jogar bem, vencer e se classificar para o Mundial. Acho que um momento igual ao atual eu nunca passei, mas um das coisas que eu aprendo no Japão é isso, em primeiro lugar está a vida do ser humano, depois a parte econômica, e qualquer outra coisa. Se as autoridades de saúde, a OMS, está dando como uma situação muito perigosa, a gente precisa obedecer. Não é nem jogar sem público, é parar tudo como em muitos lugares do mundo já está acontecendo. A gente tem que fazer tudo que aquelas pessoas que conhecem bem o problema que estamos enfrentando estão fazendo. Acho que o brasileiro precisa estar mais atento com isso, porque a situação pode se tornar muito grave no país”.

#RN: Campeonatos nacionais, regionais e europeus paralisados devido à grave pandemia, porém, algumas autoridades acham exagero paralisar tudo, e que o futebol poderia continuar com públicos reduzidos ou sem torcida. Qual sua opinião sobre isso?

ZICO: “Eu respeito a opinião de todos. Por mim, já que você vai tirar o público, deveria paralisar tudo. Na minha opinião, independente de quem quer que seja, é que tudo esteja paralisado, todos os eventos. Que as pessoas fiquem em casa e que a gente siga a opinião da OMG (Órgão Mundial de Saúde). A minha opinião é essa! Esperar para ver o que está realmente acontecendo. Foi o que o Japão fez tem quase um mês. Você vê que o número de pessoas lá no Japão, que muita gente deu que era o segundo país infectado na Ásia, já foi ultrapassado por muita gente. Eles tem uma prevenção no dia a dia e estão sendo todos controlados. A região do Kashima, por exemplo, não tem um caso em milhares de pessoas. Jogadores são todos monitorados dia a dia na questão de saber se estão com febre, se estão em casa… Acho que essa é uma diferença de questão cultural. Acho que deveria estar tudo paralisado, todo mundo em casa para evitar essa propagação do vírus”.

Vai ter mais Zico!

Nos próximos dias, o #RN vai trazer novos trechos da entrevista exclusiva com Zico, maior ídolo da história do Flamengo.

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