Vice do Flamengo crê em adiamento do jogo contra o Palmeiras: “É uma questão sanitária”

Rodrigo Dunshee de Abranches afirma que o clube tem determinações de infectologistas para que os jogadores fiquem isolados até segunda-feira

Após ter 16 atletas e diversos membros da comissão técnica e da diretoria infectados pela Covid-19, o Flamengo pediu o adiamento do jogo contra o Palmeiras deste domingo (27), no Allianz Parque, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube consultou infectologistas, que determinaram o isolamento dos atletas que testaram negativo até a próxima segunda-feira.

“Existe uma janela de risco de contaminação que todos que testaram negativo podem vir a manifestar a doença. O laudo médico que a gente tem diz que essa janela é até segunda-feira. Só a partir de segunda-feira que o Flamengo vai ter a segurança de que as pessoas que o exame diz que são negativas, estão realmente negativas. Não é mais uma questão de clube, é uma questão sanitária. Nós não temos uma recomendação, nós temos duas determinações médicas firmes dizendo que não deve haver o jogo porque vai ter um risco enorme”, revelou o vice-presidente geral e jurídico do clube, Rodrigo Dunshee de Abranches, em entrevista ao Seleção SporTV nesta quinta-feira.

Por conta disso, o dirigente disse estar confiante no adiamento da partida por parte da CBF e argumentou dizendo que, mesmo que o clube promova atletas das categorias de base, o contato com jogadores que podem estar contaminados pode significar um grande risco.

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“Algumas pessoas dizem que o Flamengo deveria jogar com garotos da base. Aí eu vou misturar os jogadores da base com pessoas que foram submetidas a uma altíssima carga viral. Eu tenho quase que convicção que a CBF vai acolher o pedido de adiamento e que não vai permitir que meninos da base venham se juntar a nós para se contaminar e contaminar suas famílias. A única forma de parar o contágio é parando até segunda-feira”, afirmou Dunshee.

O vice-presidente do Flamengo também explicou o porquê do surto de coronavírus na viagem ao Equador.

“Houve uma convivência intensa dos jogadores, comissão e diretoria. A disseminação do vírus passou para todo mundo. Os jogadores jogaram cartas, dominó e a gente teve um caso de uma pessoa que se sentiu mal e a gente testou. Quando a gente pediu os exames, vieram sete jogadores. Hoje nós temos 16 atletas, vários membros da comissão e quem testou negativo está em casa e não pode sair”, disse o dirigente.

Volta do público aos estádios

Rodrigo Dunshee também aproveitou para falar sobre o possível retorno do público aos estádios. De acordo com a flexibilização da Prefeitura do Rio de Janeiro, o Maracanã já estaria apto a operar com 30% da sua capacidade a partir de 4 de outubro. Segundo o dirigente, o Flamengo não faz pressão pela liberação do público e coloca na conta dos próprios torcedores a avaliação dos riscos.

“Várias atividades estão sendo liberadas e vai chegar o momento dos estádios serem liberados. O Flamengo está conversando com as entidades e se colocará do lado que for determinado. Se for determinado fazer futebol com público reduzido e protocolo de segurança, nós vamos vender os ingressos. As pessoas têm que ter noção das suas saúdes. Hoje, os atletas do Flamengo não querem jogar bola nessas condições. A torcida tem que saber se ela quer ir ao estádio com distanciamento, com regras de ouro ou se ela não quer ir”, analisou o vice-presidente.

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