Análise tática: Raio-X de todos os gols sofridos pelo Flamengo no Brasileirão

Mais de 70% das chances concedidas pelo rubro-negro foram em cruzamentos

Com a segunda goleada consecutiva sofrida pelo Flamengo no Campeonato Brasileiro, o time de Domènec Torrent chegou à marca de 29 gols sofridos e tem a segunda pior defesa da competição (à frente apenas do lanterna Goiás).

Com esses números alarmantes e o sistema defensivo sendo o principal ponto de críticas do atual terceiro colocado do Brasileirão, o Hashtag Rubro-Negro revisou todos os gols sofridos e grandes chances concedidas pelo time na competição para fazer um Raio-X completo da defesa do Flamengo.

O levantamento leva em conta, além dos gols sofridos, as finalizações que tiveram Expected Goal (xG) maior que 0,50. Os dados de xG foram tirados do site InfoGol.

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Analisamos a situação das finalizações: se elas foram geradas a partir de transições, de momentos em que o Flamengo já estava em organização defensiva ou em lances de bola parada. Também fizemos uma análise dos lados pelos quais vieram as assistências para a finalização (direita, centro ou esquerda) e os tipos de assistências. Ainda analisamos as posições e tipo das finalizações e também classificamos qual foi a principal falha que originou o lance do gol ou da finalização perigosa. Ao todo, foram 36 lances analisados.

Confira abaixo o Raio-X de todos os gols sofridos pelo Flamengo até a 20ª rodada do Campeonato Brasileiro

Situações

A maior parte das chances concedidas pelo rubro-negro foram quando a equipe estava em organização defensiva. Ou seja, não possuía a posse da bola na origem do lance e estava posicionada para se defender. Em 14 oportunidades o adversário conseguiu furar a defesa postada do Flamengo e levar perigo. Em 11 delas a bola balançou as redes da equipe de Dome.

O rubro-negro também sofreu oito gols de bola parada, sendo dois de pênalti. Sete outros lances se originaram a partir de transições defensivas, sendo que quatro deles resultaram em gol.

Nas situações de bola parada, também foram analisados os lances que deram origem à cobrança do adversário. Houve três situações de rebote ou segunda bola decorrentes de outro lance de bola parada, duas faltas laterais com o adversário pressionado e sem levar perigo ao gol rubro-negro, um pênalti cometido em uma transição defensiva malsucedida, um escanteio gerado por recuperação do zagueiro que havia levado bola nas costas e um escanteio que o adversário conseguiu após tentar uma finalização sem espaço de fora da área.

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Assistências

Dos 36 lances analisados, seis não foram contabilizadas assistências. Quatro porque a bola veio de um jogador do Flamengo e dois por serem pênaltis. A distribuição dos outros lances mostra como o time de Dome consegue fechar o meio, mas dá muito espaço para os adversários jogarem pelas laterais: 14 assistências vieram da direita, 13 da esquerda e apenas 3 de regiões centrais do campo.

Lados por onde saíram as assistências das chances concedidas pelo Flamengo no Brasileirão-2020

Já os cruzamentos foram o principal meio de se chegar com perigo à meta flamenguista. Mais de 70% das grandes chances criadas pelos adversários foram originadas a partir de cruzamentos rasteiros (11) e aéreos (11).

Outras quatro oportunidades foram geradas por passes rasgando a linha de defesa do Flamengo. Também foram contabilizadas duas assistências de lançamentos e outras duas de passes curtos.

Finalizações

Já as finalizações demonstram que a maior parte das chances dos adversários vem de finalizações da grande área (23). Logo depois as finalizações da pequena área (7) e de média e longa distância (4), além dos dois gols contra.

De onde os adversários mais finalizaram contra o Flamengo

A grande maioria das finalizações vem da faixa central do campo. Foram 23 pelo meio, 10 pela direita e apenas 3 pela esquerda.

Falhas

O conceito de falhas usado aqui é subjetivo e será explicado mais detalhadamente em um vídeo no canal do Hashtag Rubro-Negro no YouTube. O que foi analisado basicamente foi: a ação defensiva incorreta que teve maior influência naquele lance.

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Em dez ocasiões, constatamos que houve algum erro de posicionamento, posicionamento corporal ou movimentação de um ou mais jogadores da linha de defesa. Em sete oportunidades concedidas, avaliamos que a marcação alta foi feita sem intensidade ou de forma descoordenada, gerando espaços entre as linhas para os adversários trabalharem.

Cinco vezes, o Flamengo falhou em conquistar uma segunda bola ou um rebote. Houve ainda quatro erros de marcação em bola parada, quatro oportunidade geradas por bolas perdidas pelo rubro-negro (seja perto da área ou em posições mais avançadas e que acabaram gerando contra-ataques rápidos ao adversário), três lances em que a recomposição do sistema defensivo foi muito lenta, duas falhas de goleiro e um duelo perdido que deu origem a um lance perigoso.

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