Flamengo negocia com três patrocinadores e valores podem igualar Crefisa no Palmeiras

Time paulista recebe cerca de R$ 81 milhões da patrocinadora máster

Depois de fechar com a Moss para estampar o meião, o Flamengo segue em negociações com outras empresas para o calção, mangas e costas do uniforme. Em entrevista ao Blog do Rodrigo Mattos, do UOL Esporte, o vice-presidente de Comunicação e Marketing do clube, Gustavo Oliveira, revelou que há conversas com três empresas e os valores somados, no fim do ano, podem atingir o patamar Crefisa no Palmeiras.

Atualmente, a Crefisa rende cerca de R$ 81 milhões ao Palmeiras. O Flamengo, porém, tem pouco mais de R$ 35 milhões com BRB e, agora, Moss. A patrocinadora máster paga R$ 32 milhões ao clube, enquanto a nova parceira pagará R$ 3,5 milhões.

“Em 2019, tínhamos mais ou menos quatro ou cinco espaços na camisa. Não tínhamos patrocinador master, Caixa Econômica estava saindo. Caiu pela metade, em janeiro, o patrocínio. Quando a Caixa sai, isso tirou quase R$ 200 milhões do mercado. Todos os clubes começaram a fazer loteamento, promoções, quem oferece por menos. Perdeu-se 30% do mercado. Ao final do ano de 2019, a gente chegou a 1,8, 1,9 vezes o que tínhamos antes. Pessoal fala: “Foi fácil porque ganhou a Libertadores”. Pessoal esquece que teve a maior tragédia de todos os tempos do clube que foi o incêndio do Ninho do Urubu.Tivemos durante três, quatro meses seguidos, porrada dia, sim, dia não, por causa da tragédia. Imagem do Flamengo foi muito afetada por isso. Foi uma dificuldade para conseguir. Ninguém queria ficar junto com o Flamengo. Na época, conseguimos o BS2, que acabou dando R$ 18 milhões por ano. Foi o maior patrocinador da época. Em 2020, tínhamos os contratos fechados. O BS2, se chegasse o novo patrocinador, eles igualariam ou abririam mão do patrocínio. Com a pandemia, falaram em não renovar. Eles saíram e repusemos com BRB. Em 2020, nós crescemos 17% de receitas na camisa. As pessoas falam que “É fácil porque time ganhou”. No meio da pandemia, mantivemos e ficamos com 17% a mais. Qualquer empresa de comercialização estaria comemorando muito. Pessoas, no Flamengo, pensam que tem dinheiro no mercado com facilidade. Esse ano, estão com quatro espaços vazios. Primeiro tínhamos vendido calção, meia. MRV saiu em 1º de março: acabou o contrato em dezembro, esticamos os contratos em dois meses. Costas têm um mês de vazio. Calção tinha R$ 4 milhões de patrocinador e ele simplesmente não pagou (Union Life). Levantamos os dados deles, tudo certinho, aí ele atrasou um mês, dois meses, e estamos na Justiça para receber. Não pagou três meses, vamos correr atrás. No meião, uma empresa que fechou não conseguiu autorização da Anvisa do remédio. E aí surgiu a Moss, que estamos levando para o Conselho de Administração, R$ 3,5 milhões. Por que estão pagando isso? Pela mídia social e Fla TV. O contrato de camisa do Flamengo não é só camisa, vem revestido de mídia social. O que não comercializou foi a manga. Não posso vender barato demais meus ativos. Tenho clientes que estão pagando os preços justos dos ativos. Tenho clientes que estão pagando os preços justos dos ativos. Se o mercado está cobrando muito menos, é problema do mercado. O BRB falam que foi político. Ora, as ações do BRB, quando assinou com o Flamengo, valorizaram R$ 500 milhões. Multiplicou algumas vezes seu valor. BRB sai de um banco regional para uma visão nacional”, disse Gustavo Oliveira.

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“Se não está igual a Crefisa vai chegar muito próximo quando vendermos as costas e a manga. Ou vai ficar quase igual ou pouco menor. Será muito próximo do que paga. Não é um modelo comparável. Mais uma semana posso estar divulgando o patrocinador de calção, uma empresa tradicional, mas nova no mercado. Estou muito contente. Estamos detalhando coisas de contrato, tem processo de compliance da empresa. É uma empresa que não está no mercado de futebol do Brasil. Costas e manga estamos com três propostas andando. Uma é a Itapemirim que já foi divulgada. Mas não está quase fechado como falaram. As outras não estão frias, mas não estão quentes. Estamos entendo o processo de negociação. Duas empresas estão mais próximas”, completou o dirigente do Flamengo.

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