Análise: Reservas contribuem para Ceni montar um Flamengo com sua cara

O treinador não contou com jogadores importantes nas últimas partidas

Depois de um período com questionamentos, principalmente por conta do alto número de gols sofridos, o Flamengo engata uma série de vitórias sem ser vazado.

Por mais surreal que possa parecer, os desfalques, principalmente dos jogadores convocados, pode ter ajudado o técnico Rogério Ceni arrumar a equipe, já que a característica desses jogadores casa mais com o estilo que o treinador gosta.

A melhor fase do Fortaleza de Ceni foi escalando um time com atacantes de velocidade que ajudavam na recomposição pelas “pontas”. O fato de ter um centroavante mais fixo entre os zagueiros, por mais que Muniz se movimente, também é o estilo de sua preferência.

Nesse Flamengo desfalcado, Vitinho flutua da direita para o meio, ajudando também na recomposição com as subidas de Matheuzinho. Pela esquerda, Michel não para um minuto.

O ex-jogador do Goiás volta para receber a bola e aparece em seguida no ataque constantemente. Michael tem uma liberdade maior, já que o lateral-esquerdo, seja Filipe Luís ou Renê, fica mais preso, ao contrário do lado direito.

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Jogando desta forma, Bruno Henrique pode ficar mais próximo da área e do “camisa 9”, que vem sendo Rodrigo Muniz. No time considerado titular, o camisa 27 ficava mais aberto, com Arrascaeta perto da área e de Gabigol.

Só que Ceni já vinha mudando isso antes mesmo de ter os desfalques, com clara evolução do time na parte ofensiva. Nas partidas que antecederam as convocações, Arrascaeta já vinha atuando mais aberto na esquerda, vindo de fora para dentro, como foi em 2019.

Com o uruguaio se movimentando nessa faixa do campo, Bruno Henrique voltou a jogar mais próximo de Gabigol, pisando mais na área.

Éverton Ribeiro também melhorou de rendimento, principalmente pela ajuda física dada por Matheuzinho, como foi na partida de ida contra o Coritiba pela Copa do Brasil.

É bem provável que os jogadores convocados, quando retornarem, tenham mais facilidade para entrar em um time em evolução e mais arrumado. Mérito também para aos substitutos e suas características.

Além do domínio ofensivo, o principal mérito de Ceni é a melhora do setor defensivo. Não só por passar as últimas partidas sem levar gols, mas pela evolução do setor, principalmente nas bolas aéreas.

Sempre vai ter um “porém”do tipo: “Os adversários do Flamengo não exigiam muito…” – É verdade! Mas, pegando em grau de comparação, os “concorrentes” aos títulos caíram na Copa do Brasil contra adversários inferiores tecnicamente.

Acho que o mais importante é: como Ceni vai montar o time, taticamente falando, com o retorno dos convocados? Acredito que não terá dificuldade, pois o treinador já vinha mudando a forma do jogo. Sobre recomposição, pode ser um ponto também para Matheuzinho e seu pulmão.

Também fica a expectativa de quem será o substituto de Gérson no meio campo do Flamengo. A princípio, parece que a vaga será herdada por João Gomes. Veremos mais na frente, com Thiago Maia voltando e, quem sabe, chegando algum reforço.

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